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"E agora, José?"

Ligado . Publicado em Tereza Cristina . Acessos: 2398

Por Tereza Cristina Mendes Vieira

10727O acordo do clima aprovado em Paris, no último dia 12 de dezembro, entre 195 países, mais a União Europeia, na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP21), sinaliza um caminho, mas ainda não é suficiente para salvar o planeta do aquecimento global. Foi uma espécie de aval das boas intenções, mas em nenhuma hipótese uma solução.

Como os problemas ambientais globais ocupam mais o discurso do que as ações, se o pacto da COP21 não sair do papel rapidamente vai aumentar ainda mais a frustração e a desesperança. E se o homem também não agir logo, o que o espera, em breve, é ter de fazer como Noé para salvar os últimos pares de uma grande variedade de espécies. E a ironia é que é o único animal do qual nenhum outro depende para sobreviver.

A ideia predominante no pensamento econômico do século XX de que a astúcia humana seria sempre capaz de reparar os danos causados na produção e no consumo, substituindo os recursos exauridos, mostra-se tragicamente equivocada. O aquecimento global comprova esse equívoco.
Os avanços das estruturas produtivas também não se reverteram, automaticamente, em qualidade de vida para o homem.

A economia tem que se ajustar aos limites do planeta. O modelo de civilização que exalta a exploração desenfreada dos recursos naturais e que preconiza que a Terra está à disposição dos desejos imediatos do homem precisa ser urgentemente “deletado”. É na aceitação dos limites dos ecossistemas é que estão as melhores alternativas para o crescimento desejável. Desenvolvimento só faz sentido se garantir o bem-estar da humanidade.

Muito tempo já foi desperdiçado em hesitações e inércia. “Mais tarde” já há muito deixou de ser uma opção. Ou se estabelece um prazo agora ou “mais tarde” será tarde demais. Os participantes da COP21 “pisaram na bola” porque não fixaram um calendário nem estabeleceram metas de redução de emissões de gases, principalmente de dióxido de carbono.

ALERJ

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