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Planta de mangue brasileiro pode prevenir contra doenças como Alzheimer

Ligado . Publicado em Saúde e Meio Ambiente . Acessos: 2426

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Uma pesquisa desenvolvida por pesquisadores do campus de São Vicente da Unesp (Universidade Estadual Paulista) identificou uma substância encontrada em plantas desse bioma que é capaz de equilibrar a produção de uma enzima diretamente relacionada ao processo inflamatório do corpo humano

Os manguezais da Baixada Santista podem ser a chave para impedir a manifestação de doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson e o Alzheimer, além de tumores. Uma pesquisa desenvolvida por pesquisadores do campus de São Vicente da Unesp (Universidade Estadual Paulista) identificou uma substância encontrada em plantas desse bioma que é capaz de equilibrar a produção da enzima fosfolipase A2 secretória, diretamente relacionada ao processo inflamatório do corpo humano e que, se descontrolada, pode levar ao surgimento dessas doenças.

De acordo com o professor Marcos Hikari Toyama, que comanda os pesquisadores, a fosfolipase A2 tem atuação no equilíbrio celular, e quando presente em excesso no organismo, potencializa as chances de surgimento de doenças inflamatórias, tumores, mal de Parkinson e Alzheimer.

Os pesquisadores descobriram que a planta presente no mangue-branco, mangue-botão e nas algas marinhas contém flavonóides glicosilados que conseguem inibir essa enzima e impedir o aumento da concentração delas, evitando as doenças. O mangue-branco foi o que teve melhor resultado. "Essas plantas, comuns no nosso mangue, se mostraram extremamente eficazes em controlar a produção dessa enzima, evitando os excessos e, com isso, tirando uma condição importante para o desenvolvimento dessas doenças", disse.

Toyama ressalta ainda que o composto não serviria no combate às doenças já instaladas, mas sim, na prevenção, evitando que elas se estabeleçam. "Não buscamos a cura para doenças, mas o combate ao desequilíbrio das enzimas, mantendo-as sempre no mesmo patamar e evitando que essas patologias possam se desenvolver", comenta.

O pesquisador ressalta que o potencial medicinal da vegetação de mangue é amplamente conhecido na cultura popular, mas que faltavam, até então, dados acadêmicos sobre o assunto. "Desde o padre José de Anchieta (1534-1597), há relatos do uso medicinal de uma série de plantas, mas isso nunca foi aprofundado. É isso que a pesquisa busca, levar esse conhecimento ao mundo acadêmico", salienta.

Resultados

No trabalho, a equipe de pesquisadores já fez os testes enzimáticos, farmacológicos e biofísicos em camundongos. A substância presente nas plantas evitou ou solucionou a inflamação dos animais, mostrando-se eficaz no controle do nível de enzimas mesmo em situações de alto estresse.

Com os resultados, outros grupos de pesquisa poderão utilizar as substâncias e verificar a ação delas em seres humanos. A criação de medicamentos que contenham as substâncias também será tema de novas pesquisas.

Por enquanto, ainda não há parcerias com a industria farmacêutica para o desenvolvimento comercial dos compostos, mas Toyama acredita que, com a pesquisa chegando à sua fase final, medicamentos baseados nessas propriedades podem chegar ao mercado em cinco anos. "é uma vertente diferente, que previne, não trata. Mas creio que há um mercado muito grande que possa absorver essa pesquisa", conta.

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Os manguezais da Baixada Santista podem ser a chave para impedir a manifestação de doenças neurodegenerativas, como o mal de Parkinson e o Alzheimer, além de tumores

 

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A enzima fosfolipase A2 tem atuação no equilíbrio celular, mas, quando presente em excesso no organismo, potencializa as chances de surgimento de doenças inflamatórias, tumores, mal de Parkinson e Alzheimer. Os pesquisadores descobriram que a planta de mangue-branco (foto), mangue-botão e algas marinhas contém flavonóides glicosilados que conseguem inibir essa enzima e impedir o aumento da concentração dela

 

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O mangue-branco foi a que teve melhor resultado. A equipe de pesquisadores já fizeram os testes enzimáticos, farmacológicos e biofísicos em camundongos. A substância presente nas plantas evitou ou solucionou a inflamação dos animais, mostrando-se eficaz no controle do nível de enzimas mesmo em situações de alto estresse

 

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O professor Marcos Hikari Toyama comanda os pesquisadores e acredita que, com a pesquisa chegando à sua fase final, medicamentos baseados nessas propriedades podem chegar ao mercado em cinco anos. "é uma vertente diferente, que previne, não trata. Mas creio que há um mercado muito grande que pode absorver essa pesquisa", conta   Os testes de campos da pesquisa foram iniciados em 2010. Num primeiro momento, o foco foi selecionar tipos de moléculas que sejam bons fármacos para depois constatar, através de experimentos, quais eram eficientes em reduzir a atividade da enzima fosfolipase A2

 

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O passo seguinte foi identificar de que forma essa atuação ocorria, com o cuidado de verificar se a estrutura molecular da enzima não fica alterada

 

Fonte: UOL Saúde.

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