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Ecologizando o estudo da história

Ligado . Publicado em Maurício Andrés Ribeiro

10731Controvérsias cercam o tema de como a história deve ser ensinada.

Por Maurício Andrés Ribeiro

Da história pessoal à do universo, há várias formas de narrar os fatos e suas versões. Realçam-se alguns aspectos, em função de interesses e desejos, ao passo que se desvalorizam outros. A narrativa histórica é seletiva, recorta alguns fatos, dá menos visibilidade a outros.

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Aproximação da história natural com a história humana

Ligado . Publicado em Maurício Andrés Ribeiro

fig 10 reconstr da hist humana

Os geólogos e cientistas da natureza constataram que a presença humana deixa marcas duradouras sobre os registros geológicos e concebem um novo período na historia da Terra, o antropoceno, no qual o ser humano tem um papel fundamental.

Por seu lado, a ecologia, que se originou nas ciências biológicas, se desdobra em inúmeros campos que crescentemente estudam a presença humana, tais como a ecologia humana, a ecologia cultural, a ecologia social, a ecologia urbana, a ecologia industrial, bem como um outro tanto de campos que estudam a consciência e os aspectos subjetivos e psicológicos: a ecologia do ser, a ecologia pessoal, a ecologia mental entre outros.

A ecologia integral, pioneiramente estudada por Pierre Dansereau e adotada em 2015 como conceito central pelo papa Francisco em sua Enciclica Laudato Si integra aspectos biológicos, sociais e a ecologia interior. Tal movimento integrador não se limita às fronteiras das disciplinas e encontra pontes entre elas, numa visao holistica e menos fragmentada.

As escalas temporais com que se trabalha na história natural são de bilhões ou milhões de anos, enquanto que na historia das civilizações humanas essa escala se estende por alguns milhares de anos. As mudanças climaticas são processos que duram milhares de anos, mas se aceleram em periodos de transição entre eras geologicas. Nesses momentos, como o aque vivemos hoje, tended a haver uma convergencia nos estudos da historia natural e ambiental com os da historia humana. A evolução da humanidade se relaciona com as condições naturais do planeta, as eras glaciais e os periodos interglaciais, os grandes eventos como erupções vulcânicas, como mostra o estudo sobre A jornada da humanidade produzido pela Fundação Bradshaw ( ver http://pt.slideshare.net/LCDias/a-jornada-da-humanidade ) , que evidencia como as mudanças naturais e climaticas impulsionaram migrações, deslocamentos de populações humanas e alteraram o curso da historia humana e das historias nacionais.

As histórias nacionais, a história da vida humana, a história da vida, estão inseridas num contexto maior, da historia do planeta, com suas variações climáticas, com seus grandes eventos de extinções, com as grandes eras, idades, periodos, epocas, estudados na historia geologica do planeta. Essa, por sua vez está inserida numa visão cosmica, como mostra o astronomo Carl Sagan em O pálido ponto azul. https://www.youtube.com/watch?v=YPUhj_lNdMQ

Na escala nacional brasileira essa abordagem pode tratar as questões da diversidade ecológica e a diversidade humana, e os complexos ligados aos diversos recursos naturais que foram centrais na historia economica: da cana de açucar, à pecuaria, à mineração, à borracha, ao café. Pode tambem valorizar o conhecimento dos povos indigenas sobre o ambiente, conhecimento que lhe é essencial para a sobrevivencia. Ver, no Globo Ecologia, programa sobre a Formação do Brasil – uma historia ecológica http://redeglobo.globo.com/globocidadania/videos/v/formacao-do-brasil-uma-historia-ecologica/1499898/

A convergência das ciências se faz em mão dupla: das ciências naturais para as ciências humanas e vice-versa, num movimento de aproximação e integração.

A visão da história humana ( e das histórias nacionais ou regionais que são capítulos dela) integrada com a historia e evolução da Terra, seus climas, biomas e ecossistemas, tem papel fundamental para inspirar a consciencia das pessoas, desde a infancia, no sentido de promover um cuidado com o ambiente e induzir a uma sociedade e economia ecologizadas. No atual período de crises climáticas que se tornam crises de segurança e de desenvolvimento, esse tipo de visão integradora pode impulsionar as ações humanas num rumo menos destrutivo. Uma historia integral, uma abordagem holistica à história, corrrepondente ao movimento pela ecologia integral, começa nos estudos na infância e se estende a todas as fases da vida.

Conectam-se então a história nacional, a história mundial da humanidade, a história ambiental, a história natural. No antropoceno, faz sentido ecologizar e superar visão antropocentrada da história, reconectar a evolução da espécie e a da natureza. No antropoceno, faz sentido evoluir para uma visão ecocêntrica e cosmocêntrica Faz sentido tomar consciência de uma história que ajude a enfrentar os desafios da dinamica acelerada de transformaçoes no ambiente no século XXI. Uma historia que transite do estado-nação ao planeta e ao cosmos.

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A importância do mito unificador e da meta unificadora

Ligado . Publicado em Maurício Andrés Ribeiro

10729Por Maurício Andrés Ribeiro

Dispor de um projeto, meta ou mito unificador é um requisito para orientar as energias humanas num rumo convergente. Em alguns casos, projetos que buscam a unificação interna são essencialmente destrutivos e voltados para a dominação de outros povos, tais como as guerras. No sentido inverso apontam projetos de unificação política, como a experiência da União Europeia, de mudar o relacionamento anteriormente baseado em guerras ou em conquistas de colônias, para um relacionamento menos opressivo. Essa experiência mostra avanços e explicita dificuldades para se construir a unidade a partir da diversidade de sociedades, culturas e línguas naquele continente.

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Ken Wilber, o amor e os estágios de desenvolvimento da consciência

Ligado . Publicado em Maurício Andrés Ribeiro

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Ken Wilber

Por Maurício Andrés Ribeiro

No dia 10 de dezembro de 2015 Ken Wilber falou para os brasileiros em videoconferência. 1400 pessoas se inscreveram no evento. Ary Rainsford (tradutor de Wilber) e Marcelo Curi (inovador social), conduziram a entrevista de uma hora e 20 minutos. Em seus caminhos evolutivos e espirituais, ambos se motivaram com o pensamento de Wilber.

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