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O Projeto Cerrado Com Vida e a Educação Ambiental em Brasília

Ligado . Publicado em Luciana Ribeiro . Acessos: 2501

Por Luciana Ribeiro

Como pedagoga e educadora ambiental, tive a honra de conhecer e compartilhar de algumas perspectivas educacionais que foram mobilizadas pelos professores Heloísa Helena Carvalho de Oliveira e Ivo Brito Aguiar (professores da Escola CEF9 de Taguatinga), Andréa Brugin dos Santos Ferreira e Davi Silva Fagundes (professores do CEMTN – Centro de Ensino Médio de Taguatinga) e Robson Majus Soares (educador Ambiental popular) que, juntos, convidaram seus alunos e comunidades para terem o privilégio de dialogar sobre os problemas e algumas soluções pedagógicas possíveis de serem implementadas dentro e fora do contexto escolar, e dessa maneira, redimensionar a qualidade do ensino brasileiro.

Para difundirem a relevância da sustentabilidade em Brasília, os professores Heloísa Carvalho e Ivo Aguiar, fundadores do Projeto Cerrado Com Vida (projeto fundado durante o curso de Educação Ambiental: Escolas Sustentáveis e Com-Vida/ UNB-NUEAMB-SEDF) mobilizaram reuniões e novos desafios referentes à importância da preservação do cerrado no DF e dos problemas gerais que ferem os direitos humanos e os direitos da Terra, os quais são amparados pela Constituição Federal e pela Legislação Ambiental – Lei nº. 9795/99 - Política Nacional de Educação Ambiental e o decreto que a regulamenta, dessa forma, os professores, amigos e gestores públicos são convocados para agirem a favor do planeta Terra.

O Projeto Cerrado Com Vida propiciou algumas vivências pedagógicas, como por exemplo, os professores da rede programaram uma roda de conversas com os alunos, os educadores, os amigos e os parceiros, como o IBAMA, o ICMBIO, o IBRAM, o Projeto Rios Voadores/Petrobras e outras instituições socioambientais que estiveram presentes para mostrar que a vontade política de se realizarem trabalhos em parcerias, colaboram de fato, para a democratização dos estudos, das pesquisas e dos conhecimentos socioambientais que amparam o aprendizado crítico, amoroso e sustentável.

O evento realizado no CEF 9 de Taguatinga teve a honra de receber um artista plástico desta comunidade, José Alves de Oliveira - JAOLIVEIRA que produziu junto com seu parceiro de exposição, Célio Roberto de Oliveira, alguns trabalhos artísticos fundidos em alumínio reciclado pela técnica da espuma perdida (“lost foam”), que utiliza modelos elaborados com poliestireno expandido (isopor R), expostos através de ferramentas e equipamentos artesanais. Essa arte de reciclar aquilo que poderia ser descartado como lixo foi elogiada por Pedro Rodrigues, um cidadão que visitou o evento e disse que a exposição serve para ensinar conceitos de Química, Matemática, Física e Educação Ambiental, disciplinas a serem discutidas para humanizar os alunos e a comunidade escolar, ou seja, há muito para se fazer pela educação em Brasília, a qual precisa ser referência para as demais cidades brasileiras.

 

 

Dialogando sobre o exercício da cidadania ambiental no DF com o educador Robson Majus Soares (facilitador da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola - Com-Vida/DF), compreendemos que a implementação de ações inerentes a Com-Vida no DF e no Brasil (fundada desde 2003) exerce um papel fundamental para discutir responsabilidades para com o planeta Terra, junto com os jovens e cidadãos e gestores públicos. Neste sentido pedagógico, Robson enfatizou que o educador precisa ter clareza do termo sustentabilidade e que para contornar as pedras que aparecem durante suas pegadas ou lutas ecológicas, será preciso encará-las como uma provação a ser vivenciada com amor, perseverança e solidariedade.

Refletindo sobre a seriedade do evento que visa ampliar horizontes políticos e pedagógicos com a participação de toda a comunidade escolar, considero que a crise ambiental (desmatamentos de áreas verdes, poluições causadas pelos lixos, etc.) tornou-se um ponto de partida crucial para dar continuidade à democratização dos conhecimentos socioambientais que não podem findar-se e nem ficarem fragmentados a pequenos grupos da sociedade, pois o MEC e o MMA (órgão Gestor da Educação Ambiental no Brasil) possuem a incumbência social e ambiental de colaborar e empreender projetos educativos em parcerias com as instituições governamentais (ICMBIO,IBAMA,MMA) e, desse modo político, qualificar o ensino brasileiro, inclusive, cumprindo a Legislação Ambiental que defende os direitos humanos e os direitos da natureza.

Parabenizo a equipe da direção, a equipe de professores, os alunos e as comunidades das Escolas CEF9 de Taguatinga e CEMTN, os educadores populares, os amigos, os parceiros e, em especial, o Núcleo de Educação Ambiental da Secretaria de Educação/DF (foi extinto sem consultar os educadores ambientais do DF, denotando um fato muito questionado no IX Encontro de Educadores Ambientais realizado em 06/11/2015) representado por Flávia Maria Barbosa e GEB/CRET – a Coordenação Intermediária de Educação Integral e Educação Ambiental com Sirlene Reis Landin, que felizmente acreditaram no potencial acadêmico dos professores e dos alunos para compartilharem os conhecimentos socioambientais de modo crítico, contextualizado e interdisciplinar, os quais podem ser inseridos nos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas brasilienses.

Professor Davi Silva Fagundes (Presidente da Agenda 21 de Taguatinga)

“O movimento é o desdobramento da consciência ecológica junto com a comunidade, promovida pela Agenda 21 de Taguatinga e outros parceiros do CEF9 - Taguatinga Sul. Esse evento foi e é uma grande oportunidade para conduzirmos as mudanças que precisam ser realizadas, mesmo que em doses homeopáticas...”

Ambientalista Álvaro César de Araújo – fundador do grupo FACEAVES, promove exposições diversas no DF,como em escolas, INMET, Bibliotecas, Exposição National Geographique e Prefeitura de Madri.

Depoimento: “Conhecer para preservara natureza.”

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Créditos: Álvaro César de Araújo

Fotos da área verde ( Estação Ecológica de Águas Emendadas) que divulgam a luta da professora Heloísa de Carvalho para mostrar a importância do cerrado, como sendo o berço das águas, o qual deve ser reconhecido e valorizado pelo ensino brasileiro por meio de visitas em áreas verdes. Os professores do CEF9 de Taguatinga Sul participaram da ação verde.

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Vídeo: Estação Ecológica de Águas Emendadas

 

Fonte: http://www.ecopedagogia.bio.br/ 

ALERJ

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