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Dia da Biodiversidade - Milhares de espécies no Estado de São Paulo são protegidas em Unidades de Conservação administradas pela Fundação Florestal

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10534A biodiversidade em São Paulo está entre as mais complexas do país. Nas UCs do Estado, a vasta gama de espécies da fauna, flora, fungos e microorganismos reforçam a ideia de que a melhor maneira de garantir a continuidade da vida é preservar o meio ambiente.

Para lembrar a importância de preservar todas as formas de vida contidas no planeta, no dia 22 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Biodiversidade. Graças às Unidades de Conservação administradas pela Fundação Florestal, o Estado de São Paulo ainda possui e mantém grandes áreas intactas, remanescentes que garantem a preservação e sobrevivência de milhares de espécies que juntas formam uma biodiversidade que está entre as mais complexas do país. Desta forma processos ecológicos e evolutivos estão assegurados nestas área protegidas.

Originalmente, o território do Estado era coberto pelos biomas Mata Atlântica e Cerrado. Somado a isso, diferentes aspectos naturais resultaram em uma rica diversidade de paisagens e formas de vida. Atualmente, seja pela diminuição do habitat, poluição, caça e outros fatores, muitas espécies estão criticamente ameaçadas de extinção, como a onça parda, cotia, paca, bicho-preguiça, macuco, jacutinga, juçara, samambaiaçu, entre outras.

Refúgios da biodiversidade

A Fundação Florestal é responsável pela proteção da biodiversidade no Estado de São Paulo, atuando na conservação, manejo e ampliação de florestas remanescentes, por meio de suas 95 unidades de conservação de Proteção Integral e Uso Sustentável .

São diferentes categorias de UCs adaptadas à realidade na região, como Parques Estaduais (PE), Áreas de Proteção Ambiental (APA), Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), Áreas de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), Reserva Extrativista (RESEX), Estação Ecológica (EE), Floresta Estadual (FE), Área de Proteção Ambiental Marinha (APA Marinha) e Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN).

Diversos destes redutos naturais chamados Unidades de Conservação estão abertos à visitação, sempre com foco na conscientização ambiental e pesquisas científicas. Confira abaixo, algumas unidades de conservação de diferentes ecossistemas, suas espécies e o modo de conhecer. É possível se encantar e perder as contas da quantidade de vida contida em um território preservado. Com respeito ao meio ambiente e alguma sorte, é possível avistar espécies incríveis, em seu habitat natural!

Parque Estadual Serra do Mar (PESM) – Núcleo Santa Virgínia

O Núcleo Santa Virgínia do PESM, no Vale do Paraíba, foi criado com o objetivo de proteger as florestas da Mata Atlântica, composta por Floresta Ombrófila Densa Montana e Floresta Ombrófila Alto Montana, onde vivem espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção. Entre as espécies da fauna protegidas, estão: peixe pirapitinga, onça pintada, suçuarana, gato-morisco, bugio, monocarvoeiro e outros. Na flora, encontram-se: palmito juçara, canela preta, Canela noz moscada, jequitibá branco, jatobá e outros.

O Núcleo possui muitas cachoeiras e diversas trilhas. Fica na Rodovia Dr. Oswaldo cruz, km 78 – Alto da Serra / São Luis do Paraitinga/SP. A visitação funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 17h, entrada gratuita. Para mais informações mande e-mail para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Parque Estadual Vassununga

O bioma do parque é o Cerrado. A Floresta Estacional Semidecidual e seu território preservam as mais belas florestas de jequitibás-rosa (Cariniana legalis), incluindo os maiores e mais antigos exemplares do estado. Além da rica biodiversidade e belezas cênicas, possui importância histórica por ter sido o espaço da antiga Usina Açucareira Vassununga. Entre as espécies preservadas nesta UC, destacam-se: onça parda, tamanduá-bandeira, lobo-guará e macaco-prego.

O Parque Estadual Vassununga fica na Rodovia Anhanguera SP 330, km 245 – Santa Rita do Passa Quatro/SP. A visitação funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, entrada gratuita. Para mais informações ligue: (11) 95652-1332 ou mande e-mail para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Parque Estadual Juquery

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Abriga o último remanescente de Cerrado na região Metropolitana de São Paulo. Possui uma grande quantidade de borboletas e aves, entre elas, a seriema, que é típica do cerrado e símbolo do parque, além de muitos tucanos. Outras espécies típicas do cerrado, como o cachorro-do-mato, veado-campeiro, cascavel e jararaca, além de jaguatirica, sussuarana e as plantas Yuquery, a Camarea hirsuta, só encontrada nessa região no Estado; fruta-do-lobo, melancia-do-cerrado, pequi e outras.

O parque faz parte da Fazenda Juquery e todo o conjunto arquitetônico, projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, o acervo documental e a área verde foram tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT).

O endereço é Rua Miguel Segundo Lerussi, s/n° Parque Industrial - Franco da Rocha/SP. A visitação funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 17h, entrada gratuita. Para mais informações ligue: (11) 4449.5545 ou mande e-mail para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR)

O parque criado em 1958, é um dos mais antigos do Estado de São Paulo. Sua extensão é coberta pela densa vegetação da Mata Atlântica e é considerado como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade, além de proteger um dos cinco ecossistemas mais importantes do mundo, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

O alto nível de preservação permite que o PETAR abrigue espécies da Mata Atlântica, como a canela, cedro e a palmeira juçara, uma espécie-chave na cadeia alimentar do bioma que sofre ameaça de extinção devido à extração ilegal de palmito. O bagre-cego, símbolo do parque, é um peixe cavernícola, encontrado apenas em uma caverna do PETAR, apesar a unidade possuir grande quantidade de cavernas. Onça-pintada, monocarvoeiro, araponga, tucano e jacu - animais ameaçados de extinção - são protegidos dentro deste parque.

A visitação funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 17h. O ingresso por pessoa é de R$ 12,00. Crianças de até 12 anos, adultos com mais de 60 e pessoas com deficiência também não pagam. Estudantes pagam meia entrada, mediante apresentação de documento. Estacionamento: R$ 6,00 por automóvel / R$ 4,00 por motocicleta / R$ 12,00 por ônibus. Para mais informações ligue: (15) 3552-1875 ou mande e-mail para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.">

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Fonte: Fundação Florestal ACOM.

ALERJ

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